Confesso que são tempos que recordo com saudade e uma certa nostalgia (ora ai está mais uma característica feminina, uma daquelas que pisca no topo da nossa lista de especificidades, o saudosismo! Ainda gostava de saber que espécie de prazer retiramos nós dos momentos em que nos esticamos no sofá a ouvir “aquela “ música, e a relembrar “ aquele “ momento que nos angustia e faz perder a noção, quase como se disséssemos “ vá, sofre aí que enquanto não bateres no fundo e espatifares o coração não descanso”, é perturbação mental, só pode…
Dizia eu que são tempos que deixam saudade na vida de qualquer senhora! Não que sejam particularmente intensos ou ricos no que toca a experiências e aventuras, mas porque nos deram a conhecer, a nós mulheres, aquilo que mais valorizamos e preservamos ao longo da vida: poder e domínio. Muito gostamos nós de nos sentir a última bolacha do pacote, a oitava maravilha do mundo, a raridade das raridades, a preciosidade das preciosidades, e por aí a diante… É mais ou menos naquela altura em que vocês, homens, nos começam a dedicar alguma atenção e a querer a todo o custo que lhes esbocemos um sorrisinho maroto, por ínfimo que seja, no intervalo das aulas. É quando vocês começam a espreitar o balneário feminino depois das aulas de educação física (e descobrem que afinal o “ o bicho “tá” vivo”) e nos convidam para as vossas festas de aniversário (ainda gostava de saber quem inventou o lendário e didáctico jogo do quarto escuro, indiscutivelmente um qualquer rapazito portador de uma “velhaquice” acima da média).
Deixem-me que vos diga que vocês, a nossa metade, são absolutamente patéticos, e nós as rainhas do reino da patetice, pois então! Somos nós que misturamos o baralho, que damos as cartas e que, com muita batota à mistura, é um facto, ganhamos o jogo do “namorico”…. Ah valentes!
Isto para dizer que nos damos ao luxo de escolher, que descobrimos por essa altura o doce sabor do “ manda e desmanda” e que, a partir desse dia, não queremos nós outra coisa. Ingénuas fomos ao pensar que a faca e o queijo ficariam sob os nossos domínios a vida toda. Pobrezinhas…
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Observações fofinhas de pessoas inteligentes.