domingo, 27 de fevereiro de 2011

21

Pois é,  e já cá cantam os 21 ,  acabados de sair do forno, quentinhos quentinhos, já fofos  a ver vamos...
Eu A-D-O-R-O fazer anos, A-D-O-R-O que haja um dia no ano em que " vuvu é a mais pedida", em que o telefone toca o dia inteiro ( agora nem tanto, o fb apoderou-se do pedaço ) , em que todas as pessoas resolvem dizer-me que mereço coisinhas boas e que sou fofinha e que isto e que aquilo entre miminhos e apertos ! LOVEIT!!!
( eu sei,eu sei... é ser mimada, é querer ser o centro das atenções, é ser convencida, é blá blá blá e depois mi mi mi.... é tudo isso e mais alguma coisa, e então? vuvu A-D-O-R-A.)
Lembrei-me à pouco de uma coisa estúpida mas que me assustou e preocupou no que toca à rapidez com que a vida passa ( há cliché maior do que este? penso que não). Mas, como diz um docente escsiano, se é cliché então é porque é verdade!
Dizia que me lembrei de uma cena passado há coisa de 10 anos. Estava Vuvu Cristina no centro de saúde de A ,  pronta para o berreiro  do costume na hora de levar as vacinas ( já nessa altura me pelava por um bom momento de grama épico ), quando a senhora enfermeira diz o seguinte : " Já está filha, agora já cá só volta quanto tiver 21 para levar a próxima". Lembro-me do alivio que a distância dos 21 me causou... lembro-me de pensar que quando tivesse 21 já seria uma senhora vuvu e não uma cachopa vuvu. Lembro-me de pensar que ainda faltava assim uma pequena eternidade, lembro-me de achar que até lá teria tempo suficiente para deixar de ter medo de vacinas e de me acostumar ao cheiro insuportável a desinfectante a desgraça que nos deixa ainda mais doentes e deprimidos.
Afinal a pequena eternidade era antes um abrir e fechar de olhos e a senhora vuvu é ainda uma pequena larva ( mas futura borboleta, espero ) , afinal ainda odeio agulhas e acho os centros de saúde e hospitais lugares medonhos!
Isto da vidinha é um "ai", quando damos por nós estamos sentados no banco do jardim a jogar cartas e a discutir os valores dos diabetes e colesterol com os nossos semelhantes... triste e inevitável.
Por agora, está na hora de pegar no boletim de vacinas e dirigir-me ao centro de saúde , mais especificamente à  sala de espera onde , colado na porta, está um papagaio a pedir " silêncio" e de onde me parece ter saído ontem , de mão dada com a minha nidinha,  mochila da barbie às costas e ténis com atacadores cor de rosa.
Sem que eu tenha dado conta, os 21 já ca cantam,  e pelo que consta vieram de malas aviadas ,  avisando desde logo  que a caminho vêm mais 40 ou 50 iguais a eles. Os Bandidos!

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Observações fofinhas de pessoas inteligentes.